Terminou em confronto e destruição, o
protesto feito na noite de segunda-feira, dia 17, por milhares de
manifestantes na Avenida Rio Branco, centro da capital fluminense,
contra o reajuste das passagens de ônibus, que passou a vigorar a partir
do dia 1º deste mês. Desta vez, as cenas de destruição ao patrimônio
público foram bem maiores, com pichações no Paço Imperial, na Assembleia
Legislativa, além de depredações de agências bancárias, bancas de
jornais e revistas, pontos de ônibus e lojas comerciais.
Pouco depois das 22h30, um grupo conseguiu derrubar as barricadas
colocadas pelos militares e invadiram o saguão do Palácio Tiradentes,
ateando fogo em algumas dependências do prédio. O Batalhão de Choque da
PM, treinado para controlar distúrbios, e o Batalhão de Ações com Cães
chegaram à Rua Primeiro de Março depois das 23h, e em menos de meia hora
conseguiram isolar a área. Quatro manifestantes ficaram feridos e foram
levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro.
A Polícia Militar (PM) informou que 20 militares ficaram feridos
durante o ataque de manifestantes ao Palácio Tiradentes, prédio da
Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). De acordo com balanço feito
pelo comandante do 5º Batalhão da PM, tenente-coronel Sidney Camargo,
responsável pelo policiamento na região central da cidade, 100 mil
pessoas participaram do protesto. De acordo com a nota, a PM empregou
150 policiais na segurança da manifestação.
A passeata, iniciada por volta das 17h, tomou toda a Avenida Rio
Branco e seguiu de forma pacífica até a Cinelândia, onde terminaria o
ato.
De lá, milhares de
manifestantes seguiram pela Avenida Graça Aranha em direção à Avenida
Presidente Antonio Carlos, onde fica a sede do Tribunal de Justiça do
Estado. Lá, tentaram depredar vidraças do prédio, mas foram impedidos
por um reforço na segurança.
O grupo continuou seguindo até a Rua Primeiro de Março, onde houve
confronto com os militares que faziam a segurança do prédio nas
escadarias da Assembleia Legislativa para evitar depredações. Os
manifestantes – em número muito superior – atiraram pedras portuguesas
retiradas da calçada e cocos contra os militares, que foram obrigados a
recuar. Cinco PMs foram feridos.
Luminárias do prédio foram destruídas. A
luz do salão da Alerj foi apagada, onde 80 policiais militares ficaram
abrigados.
Em seguida, os manifestantes atearam fogo em um carro no
estacionamento oficial da Alerj, que fica ao lado do Palácio Tiradentes.
O carro foi totalmente destruído e chegou a provocar uma explosão, sem
deixar feridos. Vidraças de agências bancárias, de coberturas de pontos
de ônibus, bancas de jornais e caçambas de lixo foram destruídos. Eles
usaram material plástico e sacos deixados na calçada pelos comerciantes
para fazer fogueiras e se reuniram em volta do fogo, onde dançavam e
comemoravam.
Agências bancárias na Rua da Assemblea tiveram as vidraças da porta
principal e os caixas eletrônicos destruídos, as paredes pichadas, mesas
e cadeiras jogadas do lado de fora para servir de material para a
fogueira. Um carro estacionado na mesma rua foi destruído, pichado e
teve os bancos e portas arrancados. O comércio teve de fechar as portas
rapidamente para evitar depredações. Portas de lojas comerciais foram
danificadas. Na Rua Sete de Setembro, lojas também foram danificadas
pela ação dos vândalos.
O prédio histórico do Paço Imperial, na Praça
Quinze de Novembro, também não foi poupado. As paredes foram pichadas e
algumas vidraças destruídas.
O Palácio Tiradentes foi invadido pelos vândalos que entraram pelas
janelas laterais, picharam as paredes, arrancaram fios de telefone e
jogaram para o lado de fora e atearam fogo em alguns setores. Alguns dos
manifestantes usavam camisas para cobrir o rosto e outros sem camisa,
gritavam palavras de ordem e comemoram a invasão do prédio.
O rastro de destruição foi bem maior do que das outras manifestações
contra o reajuste das passagens dos ônibus urbanos do município do Rio,
que subiu no dia 1º deste mês de R$ 2,75 para R$ 2,95.
Somos nós o povo que mais paga impostos neste mundo, diversas escândalos com roubos bilionários foram apresentados pelas diversas mídias a todo o povo deste País, e não é de espantar que o aumento de vinte centavos na passagem esteja causando toda esta comoção Nacional.
Senhores o tempo passa mas as formas de atuação continuam as mesmas. Eita joguinho político sujo de manipulação da massa para alcançar objetivos escusos.
Agora nos queremos saber se iram se apresentar em público a Liderança ou as Lideranças desta movimentação, que gerou toda esta atuação covarde, suja, imunda, e repugnante. Nada adianta duas a três horas de manifestação pacífica e depois seja lá o tempo que for de destruição, vandalismo, covardia, afronta ao estado, e crimes.
Nós da Segurança Pública temos anos de bons serviços prestados a sociedade deste País, mas quando um dia ou horas cometemos algum tipo de erro ou apenas suspeita-se de um desvio de conduta, somos investigados e penalizados. Queremos que os responsáveis por estes atos criminosos sejam punidos no rigor da Lei e que os organizadores pelas manifestações sejam responsabilizados.




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